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O ronco em crianças não é bonito ou engraçado. Deve ser tratado com atenção e seriedade por pais e médicos. Muitas vezes o fato da criança roncar é tratado com naturalidade,certas vezes atribuindo a situação à uma herança familiar – o pai também ronca, isso é coisa de família!!!

Quando o ronco acontece somente durante o curso de resfriados e gripes, desaparecendo logo em seguida, não deve haver preocupação. Nos casos de alergias, esse desaparece com o tratamento apropriado.

O ronco é sinal de alguma dificuldade respiratória, em geral, das vias aéreas superiores (nariz ou garganta). Esse ruído é ocasionado por uma dificuldade da passagem de ar através das estruturas que compõem essas porções da via respiratórias.
Caso este problema permaneça por alguns meses, a criança tem como única saída obtura-se a respirar pela boca, como forma de manter o fornecimento adequado de ar para os pulmões. Esse estreitamento permanente da passagem de ar, na maioria das vezes, em crianças é ocasionado por um aumento desproporcional das amigdalas (tonsilas palatinas) e da adenóide.

As crianças que respiram cronicamente ficam com os lábios entreabertos e dentes expostos à ação do ar. Essa situação leva a um resseca mento dos lábios, que muitas vezes, acabam feridos. A boca, ao ficar sempre aberta, aumenta a incidência de doenças periodontais. A garganta por sofrer a ação do ar, que não sofre a limpeza e o aquecimento pelo nariz, diretamente sobre suas paredes, passa a ficar irritada, gerando dor, geralmente pela manhã.

Contudo as conseqüências da respiração mal realizada não para por ai. A língua do respirador bucal passa a ter um posicionamento errado, uma vez que essa passa a pressionar os dentes para frente, ao invés de encostar-se no céu da boca (palato).

Essa alterações ocasionadas em lábios e língua, ocasionam, a longo prazo, uma alteração do palato, que passa a ser profundo (ogival). Com o passar dos meses, a mandíbula passa a ter crescimento desproporcional ao da maxila, e o posicionamento da arcada dentária pode sofrer diversas alterações. A criança que cresce nessa situação passa a ter uma modificação acentuada da face – o lábio superior fica mais curto, a face fica mais alongada, e os meninos e meninas com cara de tristeza e cansaço. Muitas vezes sofrem até alteração do humor, ficando estigmatizadas.

O tratamento da criança respiradora bucal deve ser realizado por um grupo de profissionais, formado pelo pediatra, otorrinolaringologista, fonoaudiólogo, alergologista, odontólogo (dentista), pneumologista e nutricionista. O paciente receberá um melhor tratamento se estes profissionais mantiverem uma troca de informações que possibilitem ações coordenadas.